As dores que carregamos não são apenas marcas do passado, mas correntes que nos mantêm presas a ciclos de sofrimento. Essas feridas podem nos impedir de avançar, de nos libertarmos e de viver plenamente. Reconhecê-las é o primeiro passo para a recuperação. 

 Ferida de Ser Usada

Essa sensação pode surgir de padrões de comportamento desenvolvidos ao longo da vida, especialmente em ambientes onde seus sentimentos e desejos foram ignorados ou menosprezados. Quando você aprendeu a se anular para agradar os outros, essa dor se enraizou. Ela deixou cicatrizes profundas na sua autoestima, fazendo você acreditar que seu valor está apenas em servir. 

   Ferida de Ser Traída

Quando alguém em quem você depositou sua confiança a quebra, as consequências emocionais podem ser devastadoras. Essa dor muitas vezes vem acompanhada de sentimentos de inadequação e de dúvida sobre seu próprio valor. Com o tempo, essa experiência pode fazer você se fechar, com medo de ser magoada novamente. 

 Ferida de Ser Enganada

Quando alguém em quem você confiava te manipula ou mente, você começa a duvidar de sua própria capacidade de discernir o que é verdadeiro. Essa dor pode ser fruto de experiências repetidas de decepção, muitas vezes relacionadas a relacionamentos disfuncionais ou manipuladores. Ela pode fazer você se sentir vulnerável e sempre em estado de alerta. 

Ferida de Ser Humilhada

Quando você é ridicularizada, menosprezada ou envergonhada, especialmente em momentos vulneráveis, a dor pode ser profunda e duradoura. Essas experiências frequentemente criam uma voz interna crítica que continua a ecoar, mesmo quando as situações já passaram. Mas é possível silenciar essa voz e reconstruir sua autoestima. 

Ferida de se sentir invisível na infância

Essa dor surge em ambientes onde suas necessidades emocionais não foram atendidas, fazendo você acreditar que não é digna de atenção ou de amor. Esses sentimentos podem ser reforçados em relacionamentos e ambientes que perpetuam a negligência emocional, levando você a internalizar a ideia de que sua presença não tem valor. 

Ferida de não se sentir boa o suficiente 

Essa dor frequentemente tem suas raízes em críticas constantes, invalidações sofridas na infância, expectativas irreais ou padrões de perfeição que você tentou alcançar para obter amor. Quando você acredita que nunca é suficiente, isso pode te paralisar, impedir o seu crescimento, te manter presa em ciclos de autossabotagem e te colocar em relações abusivas. 

Ferida de rejeição e abandono na infância

Esse sofrimento pode ter suas raízes em experiências passadas, como a rejeição por pessoas importantes ou o abandono emocional de figuras de confiança. Esses traumas podem se manifestar em padrões de apego excessivo, medo da solidão ou até mesmo em uma tendência a aceitar menos do que você merece em seus relacionamentos. 

Ferida de não se sentir digna de amor 

Essa sensação pode surgir de experiências passadas de rejeição, abandono, abuso ou críticas que abalaram sua autoestima e confiança. Quando você internaliza a ideia de que não é digna de amor, isso pode fazer com que você se submeta a relações insatisfatórias, aceite menos do que merece ou evite se abrir para novas conexões por medo de ser novamente rejeitada.

Ferida de ser comparada 

Muitas pessoas crescem sendo comparadas a irmãos, primos ou colegas. O elogio ao outro muitas vezes vem acompanhado da desvalorização pessoal: “Por que você não pode ser mais como fulano?” Esse tipo de experiência gera uma ferida profunda, que alimenta a crença de que nunca se é bom o suficiente. Na vida adulta, isso pode se manifestar como uma autocrítica excessiva, busca incessante por aprovação e dificuldade de reconhecer as próprias conquistas.

Ferida de crescer sem apoio 

Crianças que crescem sem um ambiente seguro para expressar suas emoções desenvolvem a sensação de que precisam lidar com tudo sozinhas. O medo de ser julgada ou ignorada pode fazer com que aprendam a se calar, a não pedir ajuda e a se sobrecarregar emocionalmente. Na vida adulta, isso pode resultar em dificuldade de confiar nas pessoas, sensação de solidão constante e resistência em demonstrar vulnerabilidade. 

Ferida de ser invalidada

Ouvir frases como “isso não é nada”, “para de drama” ou “engole o choro” pode parecer algo pequeno, mas ao longo do tempo constrói uma ferida emocional profunda. Pessoas que tiveram suas emoções invalidadas frequentemente duvidam dos próprios sentimentos e têm dificuldade em reconhecer quando algo as machuca. Isso pode levar a uma tendência de minimizar suas dores, aceitar relações desrespeitosas e ter dificuldades para impor limites. 

Ferida do medo de errar 

A cobrança excessiva na infância pode fazer com que a pessoa cresça acreditando que precisa ser perfeita para ser aceita. O medo de errar gera paralisia, procrastinação e um ciclo interminável de autocrítica. Na vida adulta, essa ferida pode se manifestar como ansiedade constante, dificuldade em tomar decisões e necessidade de controle extremo. 

Ferida de ter que ser forte 

Muitas mulheres crescem ouvindo que precisam ser resilientes, não demonstrar fraqueza e dar conta de tudo sozinhas. Esse peso emocional pode levar à exaustão, dificuldade de pedir ajuda e sensação de que relaxar ou precisar de apoio é um sinal de fracasso.


Ferida de ser ignorada 

Quando uma criança tenta expressar suas ideias, dores ou sentimentos e é constantemente ignorada, ela aprende que sua voz não importa. Isso pode levar, na vida adulta, a dificuldades em se impor, medo de falar o que pensa e uma tendência a se anular nos relacionamentos.


Ferida de se sentir um fardo

Se uma pessoa cresce ouvindo que dá trabalho, que incomoda ou que suas necessidades são um peso para os outros, pode carregar a sensação de que ocupar espaço é um problema. Isso se reflete em relações onde ela tem dificuldade de pedir o que precisa, aceitar amor e acreditar que merece cuidados.


Ferida de ser desmoralizada 

Quando a menina cresce ouvindo que é fraca, burra, incapaz ou inferior aos homens, ela pode internalizar a crença de que tem menos valor. Isso impacta sua autoconfiança, suas escolhas profissionais e amorosas e pode levá-la a aceitar relacionamentos onde é desvalorizada.


Ferida de ser tratada como propriedade do pai

Pais misóginos muitas vezes controlam as filhas de maneira excessiva, decidindo como devem se comportar, o que podem vestir e até quais sonhos podem seguir. Isso pode gerar mulheres que lutam com a sensação de que não têm direito sobre o próprio corpo, desejos e escolhas.


Ferida de ser sexualizada e objetificada

Meninas criadas em ambientes misóginos muitas vezes são vistas como "futuras esposas e mães", recebendo alertas constantes sobre como devem se comportar para "não atrair olhares errados" ou "não envergonhar a família". Isso pode resultar em uma relação conturbada com o próprio corpo, medo de se expressar e dificuldades na vida amorosa e sexual.


Ferida de se sentir inferior aos homens da família

Muitas mulheres escutam desde pequenas que "se fosse um menino, seria mais fácil", ou que nunca alcançarão o mesmo sucesso que os homens ao seu redor. Essa comparação constante mina sua autoestima e pode levá-la a se esforçar exaustivamente para provar seu valor ou a se sentir derrotada antes mesmo de tentar.


Ferida de ser rotulada como ‘para casar’ ou indigna de respeito 

Muitas mulheres são ensinadas que precisam se encaixar em um padrão para serem valorizadas: recatadas, submissas e "dignas" de compromisso. Ao mesmo tempo, qualquer atitude que fuja desse modelo pode levá-las a serem desqualificadas e desrespeitadas. 


Ferida de ser abusada

A sociedade muitas vezes faz com que a mulher sinta que a culpa pela violência sexual recai sobre ela. Seja pela roupa que usa, pelos lugares que frequenta ou até pela sua forma de agir, muitas mulheres são ensinadas a carregar o peso de um abuso como se fosse um erro delas. Isso causa uma ferida profunda, que vai além da dor física, atingindo a autoestima, a confiança e a dignidade. O pior é que, em vez de serem protegidas e apoiadas, muitas são julgadas, invisibilizadas ou culpabilizadas pela violência que sofreram. 

Ferida de ser agredida

A agressão física é uma realidade para muitas mulheres, mas quando ela acontece, muitas vezes a resposta da sociedade é a indiferença ou até a justificativa da violência. As mulheres agredidas são, muitas vezes, chamadas de "problemáticas" ou acusadas de "provocar" a violência, como se houvesse uma razão aceitável para uma agressão. Essa ferida não é apenas o impacto físico das pancadas, mas o trauma psicológico de não ser acreditada ou apoiada, de ver sua dor minimizada ou ignorada. 

Ferida de ser assediada


O assédio sexual é uma ferida invisível que muitas mulheres carregam todos os dias, seja em ambientes de trabalho, no transporte público ou até em suas próprias casas. Quando a mulher é assediada, o primeiro impacto é a sensação de impotência e vergonha. A sociedade muitas vezes insiste que a mulher "deveria se defender melhor", ou "deveria ter evitado", quando, na realidade, ela nunca deveria ser responsabilizada por um comportamento tão invasivo e desrespeitoso. Essa ferida se estende para a autopercepção e o medo constante de ser desvalorizada, ignorada ou até ridicularizada.


Ferida de ser oprimida

Muitas mulheres enfrentam a ferida da opressão: aquelas que não são vistas como líderes, profissionais ou como seres com direitos plenos. Elas são constantemente empurradas para papéis secundários, sejam em suas famílias, no trabalho ou na sociedade. Essa ferida surge quando a mulher é obrigada a se conformar com expectativas que a colocam como "apenas" esposa, mãe ou dona de casa, sem a oportunidade de expandir seus próprios desejos e projetos. A sociedade a empurra para uma identidade limitada, ignorando sua capacidade e sua essência.